Material e Métodos

AVALIAÇÃO DE CULTIVARES DE MILHO PARA SILAGEM ESALQ/IAC/APTA 

Para a avaliação de cultivares de milho para silagem foram instalados 5 experimentos no Estado de São Paulo, nos municípios de Votuporanga (APTA Noroeste), Mococa (APTA Nordeste), Andradina (APTA Extremo Oeste), Tatuí (APTA Sudoeste Paulista) e Pindorama (APTA Centro-Norte).

O delineamento experimental dos ensaios foi em blocos ao acaso com 4 repetições. A parcela experimental foi constituída de 6 linhas de 5 metros espaçadas de 80 cm ou 90 cm. As linhas laterais das parcelas foram consideradas bordaduras, e as 4 linhas centrais de 5 metros, constituíram as linhas úteis, onde foram efetuadas as avaliações: 2 linhas úteis foram colhidas no ponto de silagem e 2 linhas foram colhidas no estágio de grãos na maturidade.

O ensaio foi instalado utilizando semeadora adubadora de 4 linhas. A adubação foi realizada de maneira semelhante à lavoura comercial, porém o mecanismo de fornecimento de sementes não foi utilizado. Aproveitou-se os sulcos deixados pela semeadora para a demarcação das linhas das parcelas e a semeadura foi realizada quando o solo apresentou-se úmido, evitando as incertezas da umidade marginal. Utilizou-se a matraca “bengala” (especial para ensaio) na semeadura. Todas as sementes foram tratadas com o inseticida CropStar (Thiodicarb + Imidacloprid) contra pragas de solo, sendo obrigatório o uso de luvas na sua distribuição.

Utilizou-se a tabela do IAC para adubação de milho silagem, considerando-se o potencial de produção entre 16 a 20 t/ha de matéria seca. Foram feitas duas adubações de cobertura, sendo a primeira até o estádio de 4/6 folhas, aproximadamente 21 dias após a semeadura, e a segunda até o estádio de 8 folhas, aproximadamente 35 dias após a semeadura. Entre 15 e 30 dias após o plantio, rigorosamente, foram feitas as retiradas das plantas em excesso de cada linha mantendo estande inicial de 25 plantas em 5,0 m (80 cm de espaçamento), correspondendo a população de 62.500 plantas por hectare.

Procurou-se manter a cultura no limpo e independente do sistema de manejo de solo, foi realizada uma capina na fase do florescimento para facilitar protocolos e a colheita do ensaio. Aplicou-se, na maioria dos locais, o herbicida primestra (atrazine) em pós-semeadura e pré-emergência do mato em pós-emergência do milho.

COLHEITAS E AVALIAÇÕES REALIZADAS

Foram realizadas duas colheitas, sendo a primeira no ponto de ensilagem e a segunda após a maturidade dos grãos.

A colheita no ponto de ensilagem foi realizada visando a avaliação da quantidade e qualidade da forragem produzida, quando a planta inteira apresentava teor de matéria seca (MS) por volta de 35%. Quando a linha do leite dos grãos estava entre 1/2 e 2/3 no material mais precoce, iniciou as avaliações em amostras de 2 plantas moídas em cada parcela (retiradas da bordadura) para confirmar o teor de matéria seca pala metodologia do forno de microondas (Valentini et al., 1998). Após contar o número total de plantas e as plantas quebradas e acamadas, as plantas foram cortadas e pesadas. Destas, foram retirados dois feixes de 10 plantas cada. Um feixe foi fracionado e suas respectivas partes ((colmo + pendão), espiga (brácteas + (espiga+grãos)) foram pesadas, amostradas e secas em estufa a 60º C por cerca de 24 horas. Porém o fracionamento completo foi realizado apenas em Pindorama, com fracionamento parcial nos outros quatro locais. O outro feixe com 10 plantas teve as plantas inteiras trituradas, amostradas (500 g) e secas em estufa de ventilação forçada. Após serem secas e pesadas as amostras de colmo e planta foram moídas (1 mm) no Pólo APTA Centro Norte, Pindorama e depois enviadas ao Laboratório de Bromatologia do Departamento de Zootecnia da USP/ESALQ, Piracicaba (SP).

A colheita de grãos após a maturidade fisiológica foi realizada quando os grãos estavam secos (umidade inferior a 25%). Em duas linhas úteis, anotou-se número de plantas; número de plantas quebradas e acamadas; altura média das plantas do solo até a inserção da última folha; altura média das espigas do solo até inserção da 1a espiga; número de espigas total; massa das espigas com palha; massa de grãos após debulha das espigas; umidade dos grãos.

 

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