RESISTÊNCIA DE CULTIVARES DE MILHO ÀS PRINCIPAIS DOENÇAS

RESULTADOS DAS AVALIAÇÕES DE RESISTÊNCIA DOS CULTIVARES DE MILHO ÀS PRINCIPAIS DOENÇAS REGIONAIS NO ESTADO DE SÃO PAULO NA SAFRINHA 2004

             Através de uma rede de ensaios distribuídos pelas principais regiões produtoras de milho do Estado de São Paulo, vêm sendo avaliada, desde 1995, pelo Sistema IAC/CATI/EMPRESAS, a resistência a doenças de híbridos e variedades comerciais de milho, além das características agronômicas e de produtividade de cada cultivar.

A quantificação das doenças de ocorrência natural nos ensaios de milho, durante a safrinha 2004, foi realizada no Estado de São Paulo dividido em duas regiões: Vale do Paranapanema e Norte/Noroeste. No Vale do Paranapanema foram avaliados ensaios com 52 híbridos simples e triplos e 20 híbridos duplos e variedades e na região Norte/Noroeste, com 48 híbridos simples e triplos e 20 híbridos duplos e variedades. A severidade das manchas foliares foi estimada com auxílio de uma escala diagramática, através de notas de 1 a 9, correspondendo a 0; 1; 2,5; 5; 10; 25; 50; 75 e mais de 75% de área foliar afetada. A incidência do enfezamento foi avaliada através da contagem e posterior determinação da porcentagem de plantas doentes. As avaliações foram feitas quando as plantas se apresentavam nos estádios de grãos leitosos a pastosos.

Observou-se, em 2004, elevada intensidade de doenças na grande maioria das localidades. Estes resultados permitiram conhecer a resistência das cultivares estudadas às doenças nos vários ambientes testados, a qual é a principal forma de controle das doenças da cultura do milho. Observou-se ampla variabilidade das cultivares quanto à resistência, a qual está apresentada nas Figuras 1 a 26.

No Vale do Paranapanema foram observadas com elevada severidade a mancha de Phaeosphaeria
Figura 1, Figura 2, Figura 3, Figura4, Figura 5, principalmente mais ao sul do Estado e também a mancha de Cercospora Figura 6, Figura 7, Figura 8, Figura 9 e a ferrugem comum, causada por Puccinia sorghi Figura 10, Figura 11, sobretudo no Médio Paranapanema.

A queima das folhas, causada por Exserohilum turcicum   Figura 12, Figura 13, e o enfezamento Figura 14, Figura 15, também incidiram nesta região, mas com menor intensidade.

Na região Norte/Noroeste evidenciaram-se a mancha de Phaeosphaeria   Figura 16, Figura 17, Figura 18, Figura 19,  e a mancha de Cercospora   Figura 20, Figura 21, Figura 22, Figura 23 e também ocorreram, de forma mais localizada, a ferrugem polissora Figura 24 e o enfezamento Figura 25  e Figura 26.

AVALIAÇÕES DE RESISTÊNCIA DOS CULTIVARES DE MILHO ÀS PRINCIPAIS DOENÇAS REGIONAIS NO ESTADO DE SÃO PAULO NA SAFRA 2004/2005

Nas regiões Centro e Norte a principal doença foi a mancha de Phaeosphaeria, observada em alta severidade em alguns locais, principalmente em Mogi-Mirim (Centro)  Figura 27, Figura 28  e Guaíra (Norte) Figura 29, Figura 30. Pode-se dar destaque também à mancha foliar causada por Diplodia, que ocorreu em alta severidade em Ribeirão Preto (região Norte), mas que também foi constatada em outros locais dessas regiões.

Na região Sul a doença mais importante foi a ferrugem comum, aparecendo em alta severidade em Capão Bonito Figura 31, Figura 32 e Itararé  Figura 33, Figura 34. Foram também observadas nessa região a mancha de Cercospora e mancha de Diplodia, em menor severidade.

Na região Oeste foi constatada mancha de Cercospora Figura 35, Figura 36, o mesmo ocorrendo no Vale do Paranapanema. Em ambas regiões sua severidade não foi muito alta.

AVALIAÇÕES DE RESISTÊNCIA DOS CULTIVARES DE MILHO ÀS PRINCIPAIS DOENÇAS REGIONAIS NO ESTADO DE SÃO PAULO NA SAFRINHA 2005

          Na safrinha 2005, as chuvas concentraram-se durante o estádio vegetativo, em muitas localidades, e a ocorrência de doenças foi desfavorecida pela menor umidade durante o período reprodutivo da cultura, quando as plantas são mais suscetíveis à maioria das doenças. Na maioria dos locais ocorreu baixa a moderada intensidade de doenças, pois houve apenas um breve período de condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento de doenças, com maior umidade, devido a chuvas, durante o florescimento das plantas. Estas condições prevaleceram principalmente no Médio Vale do Paranapanema. Observou-se variabilidade das cultivares quanto à resistência, a qual está apresentada nas Figuras 37 a 52.

          As principais doenças que ocorreram foram: mancha de Phaeosphaeria (causada por P. maydis) e mancha de Cercospora (C. zeae-maydis).

          No Vale do Paranapanema, houve maior ocorrência de doenças, principalmente a mancha de Phaeosphaeria Figura 37, Figura 38, Figura 39, Figura 40, Figura 41, Figura 42, sendo esta bastante severa em Capão Bonito, mais ao sul do estado, e também a mancha de Cercospora Figura 43, Figura 44, figura 45. Nessa mesma região, em Itararé, onde a temperatura é habitualmente mais amena, ocorreram também a ferrugem comum (Puccinia sorghi) Figura 46, Figura 47 e queima de turcicum (Exserohilum turcicum) Figura 48, Figura 49.

          Na região Norte/Noroeste, ocorreram a mancha de Phaeosphaeria Figura 50, Figura 51 e a mancha de Cercospora Figura 52, esta com baixa severidade.

DOENÇAS DO MILHO NO ESTADO DE SÃO PAULO NA SAFRA 2005/2006

          As principais doenças que ocorreram na safra 2005/2006 no Estado de São Paulo foram: mancha branca (Phaeosphaeria maydis), mancha de diplodia (Diplodia macrospora), mancha de cercospora (Cercospora zea maydis), ferrugem polissora (Puccinia polysora), ferrugem comum (Puccinia sorghi), e ferrugem branca (Physopella zeae).

          Na região Oeste foi constatada ferrugem polissora, em alta severidade em Cardoso e Colina  e em menor intensidade em Adamantina Figura 53. Além dessa doença, ocorreu enfezamento em Adamantina Figura 54.

          Na região Norte do estado, a principal doença foi ferrugem polissora, com alta severidade em Guaíra e média severidade em Ribeirão Preto Figura 55. A mancha de diplodia também ocorreu em Ribeirão Preto em média severidade Figura 56. Em Guaíra também foram constatadas a mancha branca em média intensidade, e ferrugem branca em baixa severidade.

          Na região Centro a principal doença foi a mancha de diplodia, seguida de mancha branca, que ocorreram em São José da Bela Vista Figura 57, Figura 58, Figura 59 e Figura 60.

          Na região Sul a doença mais freqüente foi a ferrugem comum, aparecendo em Capão Bonito e Itararé Figura 61 e Figura 62. No entanto a doença que ocasionou maior  porcentagem de área foliar afetada foi a mancha branca em Taquarituba Figura 63. Foi também observada nessa região a mancha de cercospora, em Itararé, em média severidade Figura 64 e Figura 65.

RESISTÊNCIA DE CULTIVARES DE MILHO ÀS PRINCIPAIS DOENÇAS REGIONAIS NO ESTADO DE SÃO PAULO NA SAFRINHA 2006
 
 
          Durante a safrinha 2006 ocorreu seca prolongada, desfavorecendo o aumento da severidade de doenças foliares em muitas localidades, notadamente na região Norte/Noroeste. Observou-se, em Espírito Santo do Pinhal, baixa severidade da mancha de Phaeosphaeria   Figura 66 e da ferrugem comum   Figura 67.

No Vale do Paranapanema, foi observada alta intensidade da mancha de Phaeosphaeria (P. maydis) apenas em Capão Bonito, localizado ao sul do Estado Figura 68 e   Figura 69, causando elevado reflexo na produtividade dos híbridos mais suscetíveis. Por outro lado, no Médio Vale do Paranapanema, predominou a ferrugem comum, causada pela Puccinia sorghi, a qual foi a principal doença relacionada à redução de produtividade dos cultivares. Esta doença foi mais severa em Itararé Figura 70 Figura 71 e em Manduri  Figura 72  e  Figura 73.

Ainda no Vale do Paranapanema, observou-se a queima de turcicum (Exserohilum turcicum) em várias localidades, especialmente em Itararé  Figura 74 Figura 75. Também ocorreu a mancha de Cercospora (C. zeae-maydis), destacando-se em Cruzália  Figura 76 Figura 77. Devido à ocorrência tardia das duas doenças, o efeito destas na produtividade dos cultivares foi pouco significativo.

DOENÇAS DO MILHO NO ESTADO DE SÃO PAULO NA SAFRA 2006/2007

As principais doenças que ocorreram na safra 2006/2007 no Estado de São Paulo foram: mancha branca (Phaeosphaeria maydis), mancha de cercospora (Cercospora zea maydis), ferrugem polissora (Puccinia polysora), ferrugem comum (Puccinia sorghi), e ferrugem branca (Physopella zeae).

Na safra 2006/2007 as doenças predominantes e de maior severidade nas regiões mais quentes do estado como Ribeirão Preto e Guaíra. foram a ferrugem branca (Physopella zeae) e ferrugem polissora (Puccinia polysora). Nas localidades situadas em regiões mais frias como Capão Bonito e Itararé foram mais importantes a mancha de cercospora (Cercospora zea maydis) nesses dois locais e mancha branca (Phaeosphaeria maydis) em Capão Bonito. A ferrugem comum (Puccinia sorghi), que costuma aparecer com freqüência e alta severidade nessa região, nesta safra foi de menor importância, ocorrendo apenas em Itararé, em baixa severidade.

Na região Norte do estado, a principal doença foi ferrugem branca, com alta severidade em Ribeirão Preto e Guaíra ( Figura 78 e Figura 79).

Na região Centro ocorreram ferrugem branca e ferrugem polissora em São José da Bela Vista, variando de severidade moderada a baixa ( Figura 80 e Figura 81).

 Nessas duas regiões (Norte e Centro) foi também observada uma baixa incidência de mancha de diplodia não tendo sido, portanto, avaliada.

Na região Sul a doença mais freqüente e mais severa foi mancha de cercospora, aparecendo em Capão Bonito e Itararé ( Figura 82, Figura 83, Figura 84 e Figura 85). Foi também observada nessa região a mancha branca, em Capão Bonito ( Figura 86 e Figura 87) e ferrugem comum, em Itararé, em média severidade ( Figura 88 e Figura 89).

Na região do Médio Vale do Paranapanema foi constatada mancha de  cercospora em média severidade em Cruzália ( Figura 90 e Figura 91).


RESISTÊNCIA DE CULTIVARES DE MILHO ÀS PRINCIPAIS DOENÇAS REGIONAIS NO ESTADO DE SÃO PAULO NA SAFRINHA 2007
 

Na safrinha 2007, as doenças ocorreram em geral com baixa intensidade na maioria dos locais, embora tenham se evidenciado ao sul do estado.

A mancha de Phaeosphaeria (Phaeosphaeria maydis), apesar da severidade moderada a baixa com que geralmente ocorreu, chegou a estar relacionada a reduções de produtividade em vários ensaios como em Manduri e Pedrinhas Paulista ( Figura 92, Figura 93, Figura 94, Figura 95, Figura 96).

A mancha de Cercospora (Cercospora zeae-maydis) também ocorreu na maioria dos ensaios, mas seus efeitos na produtividade foram pouco evidentes, observados principalmente em Palmital ( Figura 97 e Figura 98).

A queima de turcicum (Exserohilum turcicum) ocorreu com grande severidade em Capão Bonito ( Figura 99 e Figura 100), mais ao sul do Estado, e causou elevado reflexo na produtividade dos híbridos menos resistentes.

As ferrugens comum (Puccinia sorghi) ( Figura 101) e polissora (Puccinia polysora) ( Figura 102 e Figura 103) ocorreram esporadicamente no Médio Vale do Paranapanema e com baixa intensidade.

O carvão comum (Ustilago maydis) ( Figura 104 e Figura 105) e o enfezamento ( Figura 106 e Figura 107) ocorreram em poucos locais, mas chegaram a apresentar alta incidência nos cultivares mais suscetíveis.

DOENÇAS DOENÇAS DO MILHO NO ESTADO DE SÃO PAULO NA SAFRA 2007/2008
 

As principais doenças que ocorreram na safra 2007/2008 no Estado de São Paulo foram: mancha branca (Phaeosphaeria maydis), mancha de cercospora (Cercospora zea maydis), ferrugem comum (Puccinia sorghi) e enfezamento, além de podridão de espigas em um local na região sul.

Nessa safra, a doença de maior freqüência  foi a mancha de cercospora, ocorrendo nas regiões Sul, Vale do Paranapanema e Centro. Sua maior severidade foi constatada na região Sul ( Figura 108, Figura 109, Figura 110, Figura 111, Figura 112, Figura 113).

A mancha de Phaeosphaeria ocorreu nas regiões Centro e Sul, porém com menor severidade que a mancha de cercospora. ( Figura 114, Figura 115, Figura 116, Figura 117).

A ferrugem comum ocorreu apenas na região Sul ( Figura 118, Figura 119, Figura 120, Figura 121) e o enfezamento em Guaíra , na região Norte do estado ( Figura 122).

Em Itararé, no sul do estado, foi constatada uma alta incidência de podridão de espigas ( Figura 123, Figura 124).

RESISTÊNCIA DE CULTIVARES DE MILHO ÀS PRINCIPAIS DOENÇAS REGIONAIS NO ESTADO DE SÃO PAULO NA SAFRINHA 2008

 O clima permitiu elevado desenvolvimento de doenças na safrinha 2008, especialmente na região do Vale do Paranapanema.

Também ocorreram doenças na região Norte/Noroeste, mas com baixa severidade.

As principais doenças que ocorreram em todo o Médio Vale do Paranapanema foram a mancha de Cercospora (C. zeae-maydis) ( Figura 125, Figura 126), a queima de turcicum (Exserohilum turcicum) ( Figura 127, Figura 128) e também a ferrugem comum (Puccinia sorghi) ( Figura 129, Figura 130). Estas doenças se evidenciaram por causar elevado efeito de redução da produtividade dos híbridos menos resistentes, especialmente a mancha de Cercospora e a queima de turcicum.

Nas demais localidades do Vale do Paranapanema, como Manduri e Capão Bonito, ocorreu também a mancha branca (Phaeosphaeria maydis), com maior severidade em Capão Bonito ( Figura 131), localizado mais ao sul do estado.

DOENÇAS DO MILHO NO ESTADO DE SÃO PAULO NA SAFRA 2008/2009 

As principais doenças que ocorreram na safra 2008/2009 no Estado de São Paulo foram: mancha branca (Phaeosphaeria maydis), mancha de Cercospora (Cercospora zea maydis), mancha de Stenocarpella ( Stenocarpella macrospora ou Diplodia macrospora) e as ferrugens: comum (Puccinia sorghi), branca (Physopella zeae) e polissora (Puccinia polysora).

 Nessa safra, a doença de maior freqüência foi a mancha branca ou mancha de Phaeosphaeria, ocorrendo nas regiões Centro e Vale do Paranapanema. Sua maior severidade foi constatada na região Centro ( Figura 132 e Figura 133)

A mancha de Cercospora ocorreu na regiões Centro e Vale do Paranapanema, porém com menor severidade que a mancha de Phaeosphaeria ( Figura 134, Figura 135 e Figura 136). A mancha de Stenocarpella foi constatada na região Centro, em baixa severidade ( Figura 137).

A doença de maior severidade observada foi a ferrugem branca, na região Oeste do estado ( Figura 138 e Figura 139). A ferrugem polissora foi constatada apenas na região Centro ( Figura 140).

A ferrugem comum ocorreu apenas na região Sul ( Figura 141 e Figura 142).

RESISTÊNCIA DE CULTIVARES DE MILHO ÀS PRINCIPAIS DOENÇAS REGIONAIS NO ESTADO DE SÃO PAULO NA SAFRINHA 2009

As chuvas se intensificaram tardiamente na safrinha 2009, encontrando-se as plantas já no estádio de grãos leitosos a pastosos, o que favoreceu o aumento da severidade das doenças nestes estádios finais do desenvolvimento das plantas e permitiu avaliações de doenças mais tardias, pela manutenção da área foliar verde por mais tempo no fim do ciclo das plantas.

Na região norte/noroeste a intensidade de doenças foi muito baixa, não sendo possível discriminar a resistência dos híbridos às doenças, exceto em Mococa, onde se sobressaíram as manchas de Phaeosphaeria (P. maydis) ( Figura 143 e   Figura 144) e de Cercospora (C. zeae-maydis, C. zeina, C sorghi var. maydis) ( Figura 145 e Figura 146), embora com severidade moderada a baixa.

Na maioria dos ensaios do Vale do Paranapanema, as doenças também ocorreram com intensidade baixa a moderada, sendo sua severidade elevada somente nas localidades mais ao sul do estado. As principais doenças que incidiram no milho nesta região foram as manchas de Cercospora e de Phaeosphaeria e a queima de turcicum (Exserohilum turcicum).

A mancha de Cercospora se evidenciou principalmente em Manduri ( Figura 147) e Pedrinhas Paulista ( Figura 148 e Figura 149), ocorrendo também nas demais localidades em estudo ( Figura 150, Figura 151 e Figura 152) e a queima de turcicum incidiu em todos os locais de experimentação do Médio Vale do Paranapanema ( Figura 153, Figura 154, Figura 155, Figura 156 e Figura 157). A mancha de Phaeosphaeria surgiu mais tardiamente, mas chegou a atingir severidade semelhante à das doenças anteriormente citadas, quando as plantas atingiram o estádio de grãos pastosos a farináceos, sendo bastante severa em Capão Bonito ( Figura 158 e Figura 159) e constatada na maioria das demais localidades ( Figura 160, Figura 161, Figura 162 e Figura 163). A ferrugem comum (Puccinia sorghi) foi observada no início do ciclo das plantas, mas não se desenvolveu na maioria dos locais, sendo possível discriminar a severidade entre os cultivares apenas em Cândido Mota ( Figura 164 e Figura 165) e Águas de Santa Bárbara ( Figura 166).

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