A adequada utilização das
medidas de controle das doenças do milho visa a prevenção da ocorrência das doenças
mais importantes da cultura, levando a uma maior produtividade com melhor qualidade
dos grãos.
As medidas mais importantes
de controle, a serem tomadas na instalação e condução de uma cultura, se resumem
nos seguintes passos:
1. Conhecer a importância das principais doenças nos
diferentes locais e épocas de plantio, possibilitando a utilização de cultivares
mais resistentes às doenças potencialmente mais importantes para cada região e
época de plantio.
2. Fazer rotação de culturas para evitar excessiva
proximidade das plantas novas aos patógenos que sobrevivem nos restos de
cultura de milho anterior
Sob monocultura, dar preferência ao sistema convencional de
manejo do solo, realizando bom preparo com incorporação dos restos culturais.
3. Evitar plantios escalonados de milho em áreas
próximas, para que as plantas jovens dos cultivos mais tardios não recebam
grandes quantidades de inóculo de doenças disseminados pelas lavouras com
plantas em estádio mais adiantado de desenvolvimento.
4. Manejar o solo para ter boas condições para a germinação
das sementes.
5. Utilizar sementes com boa qualidade sanitária, física
e fisiológica, tratadas com fungicida.
6. Utilizar a densidade de plantio recomendada para o
cultivar utilizado.
7. Realizar adubação de plantio e cobertura, de modo
a fornecer os nutrientes em quantidade e proporção adequadas às plantas.
8.
Controlar plantas daninhas e realizar o manejo das pragas.
9.
Se necessário, aplicar fungicidas via pulverização da parte aérea das plantas,
conforme recomendação do fabricante. Esta medida tem apresentado melhor relação
custo-benefício se utilizada em conjunto com as demais, em lavouras com bom
potencial produtivo e em áreas de risco de epidemias.
10. Manejar adequadamente a água em campos irrigados.
11. Não atrasar a operação de colheita e, se necessário,
realizá-la antecipadamente.
12. Armazenar adequadamente as sementes, logo após a
colheita.
Estas medidas de controle
apresentam efeitos maiores ou menores sobre as doenças, podendo variar, também,
de acordo com outros fatores como as condições ambientais ou a presença e quantidade
das fontes de inóculo.